Por volta de 1900, 75% das pessoas trabalhavam ao ar livre. Já em 2010, o número caiu e apenas 10% da população trabalhavam ao ar livre. Ou seja, a exposição solar diminuiu bastante neste intervalo de 110 anos.

Em 1900, quando todo mundo trabalhava ao ar livre, não existia câncer de pele, apesar de as pessoas trabalharem sob o sol todos os dias. Comparando com o ano de 2010, em que apenas 10% da população trabalhava todos os dias ao ar livre, observamos que o câncer mais comum atualmente é ele: o câncer de pele.

Analisando essas comparações, você ainda acha que o sol é o grande causador do câncer de pele? Como podemos explicar essa redução drástica nos números de trabalhadores expostos ao sol, surgindo o câncer mais comum na atualidade? Não será o contrário? Seria a falta de sol a grande causadora do câncer de pele? Ao nos debruçarmos sobre estes e outros dados, seria, sim, a falta de sol mais do que o excesso do mesmo.

Há 100 anos, a exposição ao sol era muito maior do que é hoje. Em nosso cotidiano, passamos a maior parte do tempo dentro de prédios, escritórios e outros locais ao abrigo do sol.

Você já parou para pensar em qual momento do dia você se expõe ao sol? O seu carro está na garagem, você entra, vai para o trabalho e volta à noite para casa. Em que parte do seu dia você tem contato direto com o sol? 

Por que a diminuição à exposição solar causou um aumento na prevalência de câncer de pele? Esta é a pergunta que não quer calar. A prevalência de melanoma dos EUA vem aumentando desde 1935 e só cresce. Ele é o único câncer que mata, diferente dos outros tipos que não são fatais, principalmente se descobertos e tratados precocemente.

Mais de 85% das mortes causadas pelo câncer de pele são ocasionadas pelo melanoma, que a cada dia cresce, junto com a diminuição de exposição ao sol. Hoje, muitos pesquisadores afirmam categoricamente que o melanoma é desencadeado pela ausência de sol, e não pela exposição. 

Um estudo norte-americano comparou dois tipos de marinheiros: o que trabalha no convés do navio e o que trabalha dentro do navio, como o cozinheiro, por exemplo. Este estudo mostra a comparação entre esses dois marinheiros e chega à conclusão de que o melanoma tem mais prevalência em quem trabalha dentro do navio do que naqueles que têm mais contato com o sol.